A segurança das instalações elétricas em ambientes com atmosferas potencialmente explosivas é um tema complexo — e exige atenção rigorosa a requisitos específicos.
Quando falamos em áreas classificadas e atmosferas explosivas, o assunto costuma aparecer com força nas indústrias de óleo e gás, petroquímica e química, onde se processam e manipulam substâncias inflamáveis que podem liberar gases e vapores.
Mas não são apenas gases e vapores: as atmosferas explosivas formadas por poeiras e fibras também exigem grande atenção. Acidentes recorrentes mostram que áreas classificadas com poeiras e fibras representam riscos elevados e pedem um olhar ainda mais criterioso.
Uma atmosfera explosiva ocorre quando há a mistura de ar com substâncias combustíveis de forma que, após uma ignição, a chama se propague de maneira autossustentada. Essas substâncias podem estar presentes como gases, vapores, poeiras ou fibras.
No caso de gases e vapores, a atmosfera explosiva se caracteriza pela mistura com o ar em uma concentração que, uma vez iniciada a ignição, permite a continuidade da propagação da chama.
Já nas atmosferas explosivas formadas por poeiras ou fibras, além da concentração, é essencial avaliar a formação da nuvem de poeira, seu grau de dispersão e as condições para que, na presença de uma fonte de ignição, o evento evolua para explosão.
Com base nessas definições, é possível classificar e identificar locais com risco potencial de explosão por meio do estudo de classificação de áreas — um conjunto de documentos que define quais substâncias inflamáveis estão presentes e onde elas podem ocorrer, indicando em plantas e cortes as zonas de risco, conforme os requisitos das normas aplicáveis.